
Em redor, um silêncio manchado,
pincelado aqui e ali
de portas que se abrem
e são bruscamente arremessadas,
de passos, de falas, de automóveis
que rodam e guincham lá fora...
Através dos vidros,
subtil, quase incolor,
quase transparente,
o balancear das folhas
que as árvores agitam
suavemente...
Mas aqui, nesta sala,
mal soam ruídos ou gestos,
senão o meu roçar do lápis
sobre o papel...
O espaço preenche as quatro paredes
praticamente intacto
de sons e movimentos.
Imóveis, as mesas e cadeiras recortam-se
lineares, elegantes e plenas
das três dimensões.
A porta entreaberta,
a janela, as persianas,
na parede um telefone que não toca,
acentuam esta ideia de espaço,de existência, de vida!
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